Por Ofertas de Emprego em Direção e Patrões 21-01-2026
Há uma frase que muitos patrões gostam de repetir: “Os meus empregados não querem trabalhar!” Mas será mesmo falta de vontade? Ou estamos a ignorar fatores internos que influenciam a motivação, o desempenho e a retenção de talento dentro das empresas?
Hoje, o mercado laboral mudou. A forma como a nova geração encara o trabalho também. Já não basta oferecer um salário ao final do mês, as novas gerações querem mais reconhecimento profissional e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. As empresas que ignorarem este novo cenário arriscam-se a perder produtividade, acumular rotatividade e enfrentar dificuldades no recrutamento.
Muitos colaboradores sentem-se desmotivados não pela função em si, mas pelas condições que a rodeiam. Os exemplos mais comuns são:
O colaborador esforça-se, resolve problemas, apresenta resultados, mas não recebe feedback, nem positivo, nem construtivo. Aos poucos instala-se a sensação de que “nada do que faço importa”.
A produtividade cai quando o trabalhador não tem as condições mínimas para executar bem o que lhe é pedido: falta de equipamentos, falta de formação, processos confusos, objetivos pouco claros.
Equipas mal geridas, conflitos constantes e ausência de comunicação geram stress e afastamento emocional. Resultado? Presenteísmo, o empregado está lá, mas mentalmente já saiu.
Hoje, os profissionais querem crescer. Empresas sem planos de carreira ou sem formação acabam por empurrar talento para o mercado, principalmente os mais jovens.
A ausência de motivação interna traduz-se inevitavelmente em custos significativos para a empresa, estes são alguns dos exemplos onde se começa a sentir:
E quando chega a hora de contratar? Assim fica muito mais difícil atrair novos candidatos e mais complicado manter os atuais.
A boa notícia é que basta mudar algumas coisas e estas mudanças não exigem grandes investimentos. Algumas estratégias incluem:
Reconhecer e valorizar
Celebrar resultados, elogiar quando é merecido e oferecer feedback claro cria um ciclo positivo. Ninguém quer trabalhar só por trabalhar, e a valorização do trabalho executado é um reforço psicológico muito poderoso.
Criar condições de trabalho realistas
Ferramentas atualizadas, formação e processos bem definidos aumentam confiança e eficiência. Exigir trabalho sem ter um plano ou sem o comunicar pode gerar ansiedade e desmotivação.
Comunicar bem e ouvir mais
Reuniões curtas e objetivas, espaço para opinião e cultura colaborativa reduzem atritos.
Oferecer evolução profissional
Planos de carreira estruturados, workshops ou cursos internos são diferenciais competitivos.
Benefícios além do salário
Flexibilidade, teletrabalho parcial, dias pessoais/dia do aniversário, horários ajustáveis, estes pequenos gestos têm um grande impacto.
O cenário está a mudar e as empresas também têm de mudar. A forma como se encarava o trabalho na década de 80/90 não é a mesma como as novas gerações encaram o trabalho no século XXI. É pior? Não. O problema existe quando há choque entre gerações, falta de compreensão e valorização.
O trabalhador de hoje em dia quer propósito, equilíbrio e evolução. Empresas que se adaptarem atraem melhores profissionais, aumentam a produtividade e constroem equipas que querem, e gostam de trabalhar. Um trabalhador feliz é um trabalhador produtivo.