Por Ofertas de Emprego em Aconselhamento 12-01-2026
Se estás a pensar mudar de emprego, iniciar uma nova carreira ou simplesmente crescer dentro da tua área, é natural sentires dúvidas, medos e bloqueios internos. Para muitas mulheres, esses bloqueios não são apenas externos — como falta de oportunidades ou ambientes de trabalho pouco inclusivos — mas também internos, criados por ideias que foram repetidas durante anos e que acabam por limitar o seu potencial profissional.
Hoje trazemos 4 falácias comuns que impedem as mulheres de evoluir na carreira profissional e como desconstruí-las.
Uma das ideias mais difundidas — mas mais enganadoras — é que as mulheres (especialmente mães) podem ter tudo. A verdade é que muitas mulheres acabam por assumir a maior parte das responsabilidades familiares, continuando a trabalhar as mesmas horas que colegas sem filhos, gerir expectativas de carreira e, ainda assim, ser criticadas quando dizem que precisam de apoio ou flexibilidade.
Estudos mostram que, mesmo em casais onde ambos os parceiros trabalham, as mulheres continuam a fazer a maior parte do trabalho doméstico, gerando um fardo extra que muitos homens não experienciam. Esse desequilíbrio contribui para burnout, stress e uma menor progressão na carreira quando comparado com homens com padrões semelhantes de emprego.
Como superar: reconhecer que “ter tudo” não significa fazer tudo sozinha. Procura apoio, negocia condições de trabalho flexíveis e define prioridades claras em conjunto com a tua família e empregador.
Termos como “Boss Babe” ou “Girlboss” tornaram-se virais nas redes sociais e muitas vezes são apresentados como um caminho de empoderamento. Mas linguagens como esta podem trivializar o sucesso profissional e até infantilizar as conquistas das mulheres, ao transformar a ambição em algo que parece superficial ou decorativo.
Mais do que slogans motivacionais, o que as mulheres realmente precisam são modelos de liderança autênticos, redes de apoio e estruturas concretas de progresso profissional, não rótulos que disfarçam desafios sistémicos.
Como superar: foca-te em competências, resultados e oportunidades reais de crescimento. Termos inspiradores podem motivar, mas não substituem planos de carreira ou estratégias concretas.
Vivemos numa cultura que glorifica este tipo de ideia – que trabalhar longas horas, sempre e sem descanso, te levará ao topo. Mas este mito ignora a realidade de que sucesso profissional sustentável não se baseia em cansaço constante.
No empreendedorismo, por exemplo, muitas mulheres são levadas a acreditar que é suficiente “trabalhar mais e mais duro” para alcançar sucesso imediato. A realidade demonstra que o sucesso depende de estratégia, redes de apoio, acesso a capital e políticas que nivelam o campo de jogo, coisas que não se obtêm apenas com esforço individual.
Como superar: incorpora ciclos de descanso e aprendizagem no teu plano profissional. A produtividade a longo prazo não tem que ser sinónimo de exaustão.
Muitas mulheres sentem que podem conciliar necessidades familiares com desenvolvimento profissional sem consequências. Porém, a sociedade e o mercado de trabalho ainda penalizam mulheres que parecem “não estar 100% disponíveis”, avaliando-as como menos ambiciosas ou menos comprometidas do que colegas homens e até com outras mulheres.
Isto cria um paradoxo injusto: se fores demasiado centrada na carreira, podes ser vista como “não suficientemente familiar”, e se fores demasiado familiar, podes ser vista como pouco ambiciosa.
Como superar: articula claramente as tuas necessidades, limites e objetivos com a liderança da tua empresa. A flexibilidade, hoje mais comum e até reconhecida como benéfica para produtividade, já não deve ser vista como sinal de fraqueza.
Estas falácias, apesar de muitas vezes parecerem motivacionais ou inofensivas, podem criar barreiras reais à progressão profissional das mulheres. Ao questionar ideias pré-concebidas e adotar abordagens estratégicas, podes:
Quer estejas a considerar uma mudança de emprego, a pedir uma promoção, ou simplesmente a traçar um novo caminho profissional, reconhecer estas falácias é o primeiro passo para ultrapassá-las com confiança e clareza.