Não queres voltar ao trabalho depois das férias? 5 sinais de que pode estar na hora de mudar de emprego
Sobre o artigo
As férias terminaram e a ideia de regressar ao trabalho custa mais do que esperavas? Isso não significa que sejas necessariamente uma pessoa desmotivada nem que precisas começar já a procurar outro emprego. Nos primeiros dias, é natural sentir alguma dificuldade em recuperar horários, rotinas e responsabilidades.
A questão mais importante é perceber o que acontece depois. Se a vontade de sair já existia antes das férias ou continua quando a rotina volta ao normal, pode ser um sinal de que o problema não é o fim das férias, mas o teu emprego atual.
Antes de tomar uma decisão, há alguns sinais que vale a pena observar.
Índice
- É normal não querer voltar ao trabalho depois das férias?
- 5 sinais de que pode estar na hora de mudar de emprego
- Quanto tempo deves esperar antes de decidir?
- O que fazer se quiseres procurar outro emprego
- E se quiseres mudar de profissão?
- Deves despedir-te antes de procurar emprego?
- Usa o regresso para perceber o que queres mudar
É normal não querer voltar ao trabalho depois das férias?
Na grande maioria dos casos, podemos dizer que sim. Passar de dias com maior liberdade para um regime de horários mais restritos, deslocações, reuniões e tarefas acumuladas exige alguma adaptação.
Nos primeiros dias podes sentir menos energia, dificuldade de concentração ou pouca vontade de trabalhar. Isso, por si só, não significa que está na hora de mudar de emprego.
Há uma diferença entre não querer que as férias acabem e não querer regressar ao emprego que tens. É essa diferença que importa perceber, para não acabares por te despedir só porque não queres voltar a trabalhar.
5 sinais de que pode estar na hora de mudar de emprego
1. Já pensavas em sair antes das férias
Se já havia vontade de mudar de emprego antes desta pausa, provavelmente as férias não criaram o problema. Permitiram que pudesses pensar sobre esse sentimento.
Recorda as semanas anteriores. Já te sentias desmotivado? Procuravas ofertas de emprego por curiosidade? Pensavas frequentemente como seria trabalhar noutro sítio?
2. A desmotivação continua durante semanas
Alguns dias mais difíceis são normais. Se passam duas ou três semanas e continuas a sentir a mesma resistência em começar cada dia de trabalho, vale a pena perceber o que está por trás dessa sensação.
Pode ser a função, o ambiente, o horário, a chefia, o salário ou simplesmente a falta de perspetivas.
3. A ideia de fazer o mesmo noutra empresa entusiasma-te
Imagina que recebias amanhã uma proposta para uma função semelhante, mas noutra empresa e com melhores condições.
Ficarias entusiasmado?
Se a resposta for “sim”, talvez não estejas apenas cansado de trabalhar nem precises de mudar de profissão. Podes simplesmente precisar de mudar de emprego.
4. Sentes que deixaste de aprender
Passar muito tempo sem novos desafios pode criar uma sensação de estagnação.
Pergunta-te: continuo a desenvolver competências? Tenho possibilidades de progressão? Este emprego aproxima-me daquilo que quero profissionalmente?
Se as respostas são quase sempre negativas, explorar outras oportunidades pode fazer sentido.
5. O trabalho acompanha-te constantemente para casa
Uma segunda-feira pouco entusiasmante é uma coisa. Passar todos os domingos preocupado com a semana seguinte é outra.
Se o trabalho ocupa constantemente o teu tempo livre, tenta identificar a causa. Perceber o que queres deixar para trás é tão importante como decidir que queres sair.
Quanto tempo deves esperar antes de decidir?
Não existe um número de dias certo para toda a gente, mas o primeiro dia depois das férias não costuma ser o melhor momento para tomar decisões importantes.
Dá algum tempo para recuperares a rotina. Se a desmotivação desaparecer, provavelmente precisavas apenas de adaptação.
Se continuar durante semanas ou reconheceres problemas que já existiam antes das férias, começa a pensar no próximo passo.
O que fazer se quiseres procurar outro emprego
Não precisas de passar imediatamente da dúvida para a demissão.
Começa por perceber o que procuras num novo emprego. Um salário melhor? Um horário que te permita uma melhor gestão entre a vida profissional e pessoal? Maior estabilidade? Progressão? Um ambiente diferente?
Depois:
- consulta ofertas de emprego na tua área;
- atualiza o CV;
- compara as tuas competências com os requisitos das vagas;
- identifica o que precisas de melhorar;
- cria uma rotina para procurar e enviar candidaturas.
Evita candidatar-te a tudo apenas porque queres sair rapidamente. Quanto melhor souberes o que procuras, mais fácil será avaliar cada oportunidade.
E se quiseres mudar de profissão?
Talvez a conclusão seja mais profunda: não queres apenas outra empresa, queres fazer algo diferente.
Nesse caso, não assumas que tens de começar do zero. Investiga primeiro a nova profissão, consulta ofertas reais e percebe que competências são pedidas. Algumas das capacidades que já adquiriste podem ser úteis numa área diferente. Se ainda tiveres dúvidas podes sempre consultar questionários de carreira, para perceber que rumo seguir.
Uma mudança profissional pode ser preparada gradualmente, enquanto continuas a trabalhar.
Deves despedir-te antes de procurar emprego?
Idealmente não e na maioria das situações, não é necessário.
Se conseguires manter o emprego atual enquanto procuras outra oportunidade, terás rendimento durante a procura e maior liberdade para recusar propostas que não sejam suficientemente boas.
Naturalmente, cada situação é diferente. O importante é evitar uma decisão precipitada tomada apenas pela vontade de sair.
Usa o regresso para perceber o que queres mudar
Não querer voltar ao trabalho depois das férias não significa automaticamente que escolheste a profissão errada ou que precisas de entregar a carta de demissão.
Mas também não deves ignorar uma insatisfação que se repete há meses.
O regresso pode ser uma boa oportunidade para fazer uma pergunta simples: se pudesse mudar alguma coisa na minha vida profissional nos próximos meses, o que seria?
A resposta pode ser apenas recuperar o ritmo. Ou pode ser o primeiro passo para encontrares um emprego que faça mais sentido para ti.